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Coaching

O que nos faz estar num impasse?

A maior parte de nós quer sentir clareza, sentir que consegue avançar, que vê qual o caminho a seguir e que tem a confiança e coragem para o percorrer. Mas nem sempre é assim, então, o que nos faz estar num impasse?

Há momentos em que podemos ficar presos no problema: por vezes por medo, ou por falta de força, por não termos uma visão de futuro que nos faça sentido ou por não conseguirmos definir o nosso avatar.

“A depressão existe quando o nosso presente não está alinhado com o nosso avatar (ou visão de futuro) e sentimo-nos incapazes de mudar isso.” – Tony Robbins

Todos estes estados negativos, ou medos, em que entramos proveem de imagens que fazemos passar na nossa mente: uma imagem de algo que já vimos, imagens que construímos segundo o que alguém nos disse repetidamente, ou imagens que criamos depois de emoções fortes que vivemos. Estas emoções, a pouco e pouco, podem ficar “implementadas” no nosso subconsciente.

Se estes medos são despoletados por imagens que criamos, também conseguimos dar-lhes outro significado. Sei que é mais fácil falar que fazer, mas tenho feito este exercício nas sessões de coaching e PNL para trabalhar inseguranças ou medos e os resultados têm sido ótimos.

Quando nos sentimos num impasse há 3 coisas que podem estar a acontecer:

A. Achamos que não temos recursos.

Por exemplo, segurança, força, capacidades, conhecimento, tranquilidade, calma, perseverança, capacidade de arriscar, resiliência, ou qualquer outro estado interno. Normalmente isto acontece, porque nos deixamos condicionar por eventos do passado, por medos instalados (ou fobias) ou pela opinião dos outros. Nesta situação devemos voltar a traçar os nossos limites, aceitar a nossa realidade, e resgatar o controle das nossas decisões.

B. Não temos clareza.

O futuro pode ser um campo nublado que não nos deixa ver a saída. Até podemos estar cheios de vontade, mas não sabemos para onde traçar metas. Ou seja, não entendemos o que o passado quis dizer. Não temos clareza sobre a razão do presente nos deixar infelizes e não fazemos ideia do que queremos do futuro… Neste caso, os clientes sentem que esta linha passado-presente-futuro não é uma linha reta, é uma confusa espiral. Aqui, numa sessão de coaching, o primeiro passo é alinhar o que aconteceu, com o que está a acontecer, e com o que queremos que aconteça. Começamos a ganhar coerência e clareza sobre o que foi e é importante, sobre propósito, valores e potencial.  

C. Culpar o que está à nossa volta.

Uma outra razão, que leva os meus cliente a querer uma sessão de Coaching, é a sensação de que já se deixaram levar pela vida. Por ser mais simples, abdicaram do controlo sobre o seu dia a dia. Não querem assumir a responsabilidade das suas próprias decisões e preferem andar no looping negativo de arranjar desculpas para estar como estão. É o chamado estar em efeito, a culpa é sempre dos outros, ou do universo, ou de algo que não compreendem, mas que me prejudica. Qualquer solução encontrada não funciona por varias razões, que eles já sabem de cor. Chama-se a isto viver no teatro do absurdo.

Não compreender nada e de que qualquer solução encontrada não vai funcionar é uma forma de autos sabotagem que nos faz estar num impasse. E mais, permite ao cliente dizer:

“nunca ninguém me poderá ajudar”.

Na realidade, nunca ninguém o poderá ajudar porque ele, na realidade, não quer. E está tudo bem, a sessão de coaching dá-lhe essa clareza.

O que está por trás destes comportamentos?

Em todas elas, umas das origens é o nosso diálogo interno, é o que dizemos a nós próprios. Porque não é verdade que não temos coragem, que somos inseguros, que somos preguiçosos, ou que nos falta tranquilidade. Nascemos com todos estes recursos e agora a solução é resgata-los.

A verdade é que houve episódios da nossa vida em que tivemos coragem. É bom lembrar esses episódios e agir da mesma forma outra vez, assumir essa postura, repetir esse papel, essa forma de respirar e esse sentimento dentro de nós. É fechar os olhos e voltar a visualizar durante alguns minutos esse momento, o que ouvimos, o que vimos, o que sentimos.

Como mudar o diálogo interno que nos faz estar num impasse?

Só nós podemos mudar o diálogo interno para perceber o que nos faz estar num impasse:

  • Tendo consciência de quando estamos a dizer algo que não nos serve. Ontem tive uma cliente que repetia varias vezes: eu sei que sou uma procrastinadora nata, eu sei que nunca vou ganhar o dinheiro que quero. Ter consciência que deste padrão linguístico é uma passo fundamental e que falo no Life Reset.
  • Substituindo essa frase por outra, sempre que aparecer. Para isso, podemos escrever tudo o que dizemos a nós próprios e não nos serve, reescrevendo outra frase na positiva que satisfaça a intenção. Podemos dizer: eu avanço e sei descobrir como, eu sou merecedora, eu tenho em mim as respostas, eu tenho amor por mim, eu tenho valor e receberei pela parte da pessoas o valor correspondente…
  • Ouvir meditações, podcast ou áudios inspiradores que nos ajudam a reprogramar e consolidar a forma como falamos connosco.

Num outro exercício de Coaching podemos fazer uma negociação e mudar o nosso diálogo interno.

Importa ter clareza do que se passa e energia para mudar, e isso constrói-se!

Fiquem todos muito bem!

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