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Falhar ou Voar

“Oh MOM, what if i fall?

Oh Dear… what if you fly..?

Em pleno frio no Japão, um fazendeiro e protetor de raposas enfrentava um dilema. Havia uma que fugia do padrão de todas as outras. Em toda a sua vida o fazendeiro tinha vivido segundo regras rígidas e que funcionavam, segundo as quais todas as raposas estavam saudáveis e protegidas… mas Fri era diferente. 

Nevava como não nevava há mais de 50 anos e Fri queria descobrir: “não quero estar segura nem protegida, quero ter o privilégio de escolher por mim”.

– “Mas o que queres lá fora que não tens aqui?” – pergunta Gohan, o fazendeiro.

– “Não sei, mas o que tenho aqui já não me chega, estou controlada, fechada, sem escolha… quero correr e perceber onde o caminho me leva.”

– “Já muitos tentaram o que queres e não voltaram, morreram à fome.”

– “Ou talvez não, talvez estejam a divertir-se algures nas montanhas.”

A mãe de Gohan há muito o avisava sobre a rebeldia de Fri. Dentro da sua rigidez alertava para essa falta de educação e ausência de gratidão. Dizia muitas vezes que ele era fraco por não se impor a estas vontades absurdas. Para ela: “as raposas têm de ficar aqui onde estão para estarem seguras, só as proteges se controlares e é assim que mostras que gostas delas!”

– “Estes caminhos têm pedras enormes e ventos fortes…” – continuava Gohan querendo controlar as decisões de Fri.

– “Quero brincar sobre as pedras e sentir esse vento.”

– “Não serás feliz lá fora e irás magoar-me muito se partires.”

– “Não sou feliz aqui, lá fora não sei, e quero que te sintas orgulhoso porque se tenho a coragem para hoje querer isto, a ti te devo. Gostava que estivesses aqui para te ver quando voltar. Lembra-te que a Fénix olhará por mim e poderá sempre alertar-me se sentir que a minha saúde está em risco. Não vou sozinha, vou com tudo o que me ensinaste e sabendo que posso contar contigo, posso?”

Querer o melhor para os outros vem de uma boa intenção, a de ajudar, cuidar, proteger, controlar para que tudo esteja perfeito. Mas… o que sentirá a pessoa do outro lado? Como saberemos se será perfeito? Existe o correto…? É igual para todos…?

Entendo quando as pessoas se querem ver como protetoras… e, às vezes, interrogo-me:

Como é que queres que os outros te vejam?

Que legado queres deixar?

Que papel queres ter na vida de quem passa por ti?

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Be kind

Até breve!!… Bárbara