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A ciência por trás da decisão

A tomada de decisão é uma ação que mostra o nosso comprometimento em relação a algo, decidir exige de nós, por isso, quando o fazemos mostramos o quanto queremos “isso” (seja o que for) na nossa vida.

Porque é que é importante decidir?

Porque essa simples ação, e o tempo que demoramos a te-la, diz-nos e diz ao mundo o quanto o assunto relacionado com decisão é importante.

Às vezes a dúvida em decidir aparece porque o resultado de uma decisão implica mudança. Para a nossa mente mudança é quase como saltar de um trapézio sem rede de segurança, implica ouvir algo que nunca ouvimos, ou não ouvir algo queremos ouvir, pode implicar não ter o que esperamos, ou perder o que tínhamos.

Mas a decisão é um passo extremamente importante para nós e para os outros. Somos seres humanos e precisamos de conexão, nessa conexão está o decidir, o ouvir, o vencer, o ser melhor, o partilhar, o traçar limites e o processar informação. Por cada frase que a nossa mente ouve existe pelo menos uma decisão: a de reter a informação ou de não ligar nenhuma.

As decisões moldam a nossa vida e investimos uma quantidade enorme de tempo a tomar decisões, umas conscientes, outras inconscientes.

No dia a dia, deliberamos entre diferentes resultados, ponderamos os prós e os contras e, às vezes, compilamos listas de possibilidades. Tomar uma decisão apropriada é especialmente importante para quem quer evoluir, para CEOs, empreendedores e qualquer pessoa com altos níveis de responsabilidade (mães, pais, etc…). No entanto, para a nossa mente, as decisões têm um custo de oportunidade porque, enquanto deliberamos, perdemos tempo e poderemos perder o que temos “hoje”.

Pesquisas atuais realizadas na Universidade de Oxford fizeram um estudo sobre a processo por trás da decisão. A ciência ainda não conseguiu uma explicação exata para este processo, no entanto, os cientistas conhecem as regiões do cérebro que são responsáveis ​​pelos processos de tomada de decisão, nomeadamente o cortex pré-frontal e o núcleo subtalâmico.

Este estudo publicado na Cell, concluiu que o tempo necessário para a tomada de decisão depende do grau de incerteza do indivíduo. O estudo mostra que quando estamos incertos sobre algo vamos buscar informações passadas para definir cenários, o que nem sempre ajuda, ou seja, o que se passou no passado nem sempre será igual no futuro, porque se assim fosse não haveria evolução. Padrões preconcebidos podem ser uma partida da mente quando os usamos para justificar decisões do presente em relação ao futuro.  O cérebro faz isto porque assim aumenta a rapidez na tomada de decisão, ou seja, ao encontrar informação que justifique a decisão consegue toma-la mais rapidamente.

Vamos dar exemplos:

Se falarmos de relacionamentos, por vezes temos de decidir para tomarmos consciência do que é importante para nós. Quando decidimos avançar, quando decidimos ter aquela conversa, quando decidimos ouvir, estamos a dar importância ao assunto, estamos a dar importância à outra pessoa, estamos a decidir estar presente naquele momento.

Esperar que “as coisas se encaixem” ou “que os outros digam”, “ou que os outros façam” é um processo sim, mas que vem depois de uma decisão. Esperar vem depois de decidir. Deixar à partida a decisão na mão de outra pessoa não nos faz donos da nossa vida e não mostra aos outros o nosso empenho e presença num relacionamento.

Porque é que é preciso fazer?
Quando é que é preciso esperar?

Fazemos porque nos importamos, esperamos porque é preciso dar tempo ao universo e ao outro. É preciso lançar a semente e deixar que cresça. É preciso dar tempo para que assimilem a informação e reconheçam a importância. Se esse reconhecimento não chegar é porque não era para ser e é preciso ter a humildade, coragem e confiança de escolher outro caminho.

Em termos profissionais a primeira decisão para termos o que ambicionamos é nossa. O resultado só virá se decidirmos fazer, falar, sem medo. A base mais importante para uma decisão consciente é saber o que é que andamos a aqui a fazer e o que queremos para a nossa vida, por outras palavras, é conhecer o nosso PROPÓSITO, algo que falo na Masterclass “Encontre um propósito que seja seu”. Só saberemos se teremos quando pedirmos, e, os outros só saberão que queremos se nós manifestarmos essa intenção. De nada adianta depois dizer:

“mas eu estava mesmo ali”

“eu pensei que tinha percebido que era esse o cargo que eu queria”

“porque é que acha que eu fiz x?”

“porque é que acha que eu recusei y?”

Decidir é um dos maiores trunfos que temos e depende só de nós… há uma magia imensa nisso. Decidir faz-nos ser fieis à nossa identidade e às nossas emoções. Todos os dias decidimos para consolidar o que queremos, o que significa que, quando decidimos por nós e para nós estamos a manter a nossa integridade e alinhamento em relação aos nossos VALORES. Algo fundamental para mantermos a nossa missão e propósito.

O processo é infinito: fazer, observar… fazer, observar…

Fazemos e depois é preciso tempo… espaço. Tudo vem do equilíbrio e tempo que damos para que tudo se encaixe.

O ponto importante é que o cérebro tem mais dificuldade em decidir consoante o desafio e a incerteza sobre oportunidade que temos à nossa frente. Quando decidirmos avançar, é porque, mais do que tudo, queremos essa oportunidade e isso vê-se, sente-se… por nós e pelos outros.

Hoje é um ótimo dia para tomar aquela decisão que está há muito mesmo pronta para sair. Vamos a isso?

Se tiverem interesse deixo aqui o link para a Masterclass Online Gratuita:

https://share.hsforms.com/16GkGmn0zTrqWwjy0h8HwBA3zyol

Um beijinho,

Bárbara

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